Canetas emagrecedoras exigem acompanhamento e mudança de hábitos para garantir resultados saudáveis, alerta personal trainer

O uso das chamadas canetas emagrecedoras tem ganhado espaço como uma importante ferramenta no tratamento da obesidade e de algumas condições metabólicas. Apesar dos resultados positivos na perda de peso, especialistas alertam que o medicamento não deve ser encarado como uma solução isolada e que seu uso precisa estar associado a acompanhamento médico, alimentação equilibrada, hidratação e prática regular de exercícios físicos.

Segundo o personal trainer João Henrique (JH Personal Trainer), o principal risco está em concentrar toda a atenção apenas na redução do peso corporal, deixando a saúde em segundo plano.

O profissional relata que tem acompanhado casos em que pacientes apresentam redução extrema do apetite e até da vontade de ingerir líquidos durante o tratamento. “Recentemente acompanhei uma aluna que está utilizando uma caneta emagrecedora com orientação médica e plano alimentar. Ela vem emagrecendo, mas perdeu completamente a vontade de comer e até de beber água. Durante os treinos, preciso lembrá-la constantemente de se hidratar, porque ela simplesmente não sente essa necessidade”, conta.

De acordo com João Henrique, a baixa ingestão de alimentos e água pode comprometer o funcionamento do organismo e prejudicar os resultados do próprio processo de emagrecimento.

“A perda de peso não pode acontecer às custas da perda de saúde. O corpo precisa de nutrientes para preservar a massa muscular, produzir hormônios, recuperar tecidos, manter a imunidade e gerar energia. Quando isso não acontece, aumentam os riscos de queda no rendimento físico, perda de massa magra, alterações hormonais, desidratação e dificuldades na recuperação muscular”, explica.

O personal reforça que as canetas emagrecedoras não devem ser vistas como um atalho, mas como parte de um tratamento multidisciplinar.

“Não sou contra o uso das canetas. Pelo contrário: elas podem ser extremamente úteis para pessoas que realmente precisam delas, principalmente nos casos de obesidade e sempre com acompanhamento médico. O problema é acreditar que apenas a medicação fará todo o trabalho. Nenhuma injeção substitui uma alimentação adequada, hidratação, atividade física e hábitos saudáveis. O emagrecimento mais saudável não é o mais rápido, mas aquele que pode ser mantido sem comprometer a saúde e a qualidade de vida”, conclui João Henrique.

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